FUSO 2008
28 JUL > 1 AGO
       

 

                     
         
                     
         
                     
         
                     
         
                     
         
                     
         
                     
         
                     
             
 
 
 
eric oriot
PLUS TARD
   
    1998, 10’45’’
© Eric Oriot et Le Fresnoy – Studio national

Presa num processo que não consegue controlar, a personagem avança em direcção a um ponto que continuamente retrocede, um destino para sempre inalcançável. Repetições, profundidades, reexaminar as mesmas imagens, o filme é parte de uma espiral construída a partir de círculos concêntricos, uns dentro dos outros, constantemente repetidos e no entanto puxando-nos sempre para as profundezas.

O efeito geral é semelhante à projecção do mito de Sisyphus, adaptado ao processo cinematográfico. A tristeza de voltar atrás… E este movimento transforma-se a si próprio num fim, de modo a que o simples facto de avançar constitui uma forma de ser, onde a personagem e o filme se danificam e afundam. O filem interrompe-se, rebela-se, recusa-se a continuar até ao fim, afundando-se em meandros de onde é difícil escapar. Um filme sobre a imagem e as suas origens, um filme em movimento, que procura encontrar-se a si mesmo apesar da natureza inevitável do seu desaparecimento.