Na sua 18.ª edição, o FUSO apresenta um conjunto de programas que atravessam questões recorrentes, mas nunca esgotadas, da arte contemporânea. Entre elas, emergem reflexões sobre o território como espaço de resistência, perspetivas decoloniais que interrogam narrativas históricas e estruturas de poder persistentes, bem como a possibilidade de imaginar e construir outras formas de ver, compreender e habitar o mundo.
A equipa curatorial convidada para conceber a programação do FUSO este ano é composta por Pascale Cassagnau, responsável pelas coleções audiovisuais e em novos suportes no Centre National des Arts Plastiques do Ministério da Cultura de França; Lori Zippay, diretora emérita da Electronic Arts Intermix (EAI), em Nova Iorque, EUA; Bruno Z’Graggen, diretor-fundador da plataforma suíça Vídeo Window; e pela dupla curatorial formada por João Mourão e Luís Silva, co-diretores da Kunsthalle Lissabon.
Entre mundos partilhados, corpos e ecologias dissidentes, reflexões sobre poder e identidade,
o FUSO reafirma, uma vez mais, a imagem em movimento como um espaço de pensamento crítico onde se ensaiam outras formas de compreender, narrar e construir futuros possíveis.
Criado em 2009, o FUSO é o único festival português de videoarte, de produção nacional e internacional, com uma programação regular anual em Lisboa e nos Açores (FUSO Insular).
A programação é tão eclética quanto o são as linguagens que dão corpo à videoarte. Como medium, é sem dúvida o que tem maior flexibilidade, maior capacidade de abarcar e cruzar as disciplinas artísticas contemporâneas: as artes visuais, a performance, a dança e o teatro, o cinema ou a literatura.
A sua programação junta obras já canónicas dos primórdios da videoarte com as mais contemporâneas, contribuindo desta forma para dar uma visão mais ampla da evolução da videoarte a par dos desenvolvimentos artísticos na sociedade contemporânea ao longo dos últimos 60 anos. A própria evolução do suporte analógico para o digital implica, necessariamente, o desenvolvimento de novas linguagens e possibilidades de manipulação e expansão da imagem em movimento.
O FUSO apresenta obras selecionadas por curadores nacionais e internacionais, em programas desenhados especificamente para o festival. A notoriedade e experiência dos curadores convidados garantem a consistência e qualidade da programação, composta por obras de artistas de renome internacional em paralelo com obras de jovens artistas, quer portugueses quer estrangeiros. E, a cada ano, o festival também presta homenagem a artistas históricos.
Uma das principais vertentes do FUSO é a promoção da nova criação nacional. Todos os anos é realizado um concurso (Open Call) aberto a portugueses e a estrangeiros residentes em Portugal, com o objetivo de divulgar, distinguir e incentivar artistas emergentes. São atribuídos dois prémios – o Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT (escolha do júri), e o Prémio Incentivo Duplacena (escolha do público).
O convívio diário dos curadores e artistas durante a semana do festival proporciona o estabelecimento de novas parcerias, gerando uma rede de conexões e colaborações. Parte também desta interação a circulação e internacionalização dos artistas e das suas obras.
O FUSO é apresentado, a convite, em diversas cidades portuguesas e de outros países, desenhando diferentes formatos de exibição adaptados a cada local.
É desta forma que o FUSO cumpre a sua missão de fomentar a diversidade cultural e de contribuir para a divulgação dos artistas portugueses dentro e fora do país.
Atualmente, no Arquipélago dos Açores, tem lugar O FUSO INSULAR – Mostra de Videoarte dos Açores, com sessões programadas por curadores nacionais e internacionais, e um laboratório criativo para artistas locais. O Laboratório Imagem em Movimento, programa de residência realizado durante o verão na ilha de São Miguel, tem como meta a criação de uma obra em vídeo, constituindo uma plataforma para a apresentação destes artistas. A Mostra apresenta também duas sessões temáticas com obras históricas e contemporâneas de artistas nacionais e internacionais, com o intuito de ampliar o conhecimento da videoarte nos Açores.
Ao estimular o pensamento crítico em torno dos novos meios e promover o enriquecimento do conhecimento e divulgação da arte vídeo no panorama português, o FUSO contribui de forma significativa para a dinâmica da arte contemporânea nacional.
FUSO 2026 – August 25th to 29th
About
In its 18th edition, FUSO presents a series of programmes that address recurring yet inexhaustible questions within contemporary art. Among them are reflections on territory as a space of resistance, decolonial perspectives that challenge historical narratives and enduring power structures, as well as the possibility of imagining and creating alternative ways of seeing, understanding, and inhabiting the world..
The curatorial team invited to conceive this year’s FUSO programme includes Pascale Cassagnau, head of audiovisual and new media collections at the Centre National des Arts Plastiques of the French Ministry of Culture; Lori Zippay, Director Emerita of the Electronic Arts Intermix (EAI) in New York, USA; Bruno Z’Graggen, founder-director of the Swiss platform Vídeo Window; and the curatorial duo formed by João Mourão and Luís Silva, co-directors of Kunsthalle Lissabon.
Traversing shared worlds, dissident bodies and ecologies, reflections on power and identity, FUSO once again affirms the moving image as a space of critical thought, where other ways of understanding, narrating, and imagining possible futures can be rehearsed.
Created in 2009, FUSO is the only Portuguese video art festival with an annual program of national and international production that takes place in Lisbon and the Azores (FUSO Insular). The program is as eclectic as the languages that video art embodies. As a medium, it is undoubtedly the one that has greater flexibility, greater ability to encompass and cross contemporary artistic disciplines: the visual arts, performance, dance and theatre, film or literature.
The program brings together canonical works from the beginnings of video art with the most contemporary production, contributing to the knowledge of the evolution of video art alongside the artistic developments in contemporary society over the last 60 years. The very evolution from analogue to digital necessarily implies the development of new languages and possibilities of manipulation and expansion of the moving image.
FUSO presents works selected by national and international curators, in programmes especially designed for the festival. The notoriety and experience of the guest curators guarantee the consistency and quality of the programming, composed of works by internationally renowned artists in parallel with works by young artists, both Portuguese and foreign. And each year, the festival also pays tribute to historical artists.
One of the main aspects of FUSO is the promotion of the new national creation. Every year an Open Call is launched to Portuguese and foreign residents in Portugal, in order to disseminate, distinguish and encourage emerging artists.
The daily interaction of the curators and artists during the week of the festival encourages the establishment of new partnerships, generating a network of connections and collaborations. The circulation and internationalisation of artists and their works is closely linked to this practice. In addition, FUSO is also presented in several Portuguese cities and in other countries, designing different exhibition formats adapted to the location.
This is how FUSO fulfils its mission of promoting cultural diversity and contributing to the dissemination of Portuguese artists inside and outside the country.
Currently, FUSO INSULAR – Video Art Festival of the Azores takes place in the archipelago, with sessions put together by national and international curators, and a creative laboratory for local artists. The Moving Image Laboratory, a residency program held during the summer on the island of São Miguel, aims the creation of video works and the reflection on the moving image as an expression that is transversal to all artistic practices, crossing languages of experimental film, performance, photography, and cinema.
By stimulating critical thinking around new media and by promoting the enrichment of knowledge and dissemination of video art, FUSO contributes significantly to the dynamics of national contemporary art.
Last Updated on Julho 18, 2026 by duplacena









