“AO LADO DO CINEMA – Imagem em Movimento Brasileira: entre Videoarte e Cinema

Karim Aïnouz, Marcelo Gomes, Cao Guimarães, Sandra Kogut

Curadoria Irit Batsry

23 de Julho a 28 de Novembro, 2026
5ª a sábado, das 16h às 20h

23 jul — 15 ago: Karim Aïnouz, Marcelo Gomes
25 jul, 18h: Conversa com Cristiana Tejo

5 — 28 nov: Cao Guimarães, Sandra Kogut

AO LADO DO CINEMA –  Imagem em Movimento Brasileira: entre Videoarte e Cinema reúne obras de quatro cineastas de referência – Karim Aïnouz, Marcelo Gomes, Cao Guimarães e Sandra Kogut – cujas práticas atravessam e dissolvem as fronteiras entre o vídeo experimental e o cinema narrativo.

Com curadoria de Irit Batsry e apresentado na Galeria Duplacena 77, em Lisboa, o programa oferece uma rara oportunidade de conhecer curtas-metragens raramente exibidas, que revelam as sementes formais e temáticas de filmes posteriores, mas também três longas-metragens fundamentais, que evidenciam a evolução do envolvimento destes artistas com questões de identidade, deslocamento e a poética da vida quotidiana.

O programa expositivo é acompanhado por uma conversa com Cristiana Tejo, no sábado 25 de julho às 18h, sobre os contextos históricos, estéticos e políticos que moldam estas obras—em parceria com a plataforma NowHere.

Irit Batsry é uma artista de renome internacional cujo trabalho explora a criação e a percepção das imagens em movimento, na sua relação com a memória pessoal e coletiva. A sua obra integra importantes coleções públicas e privadas, incluindo as do MoMA e do Whitney Museum  em Nova Iorque, e foi amplamente exibida em mais de trinta e cinco países.
Recebeu o prestigiado Whitney Biennial Bucksbaum Award (2002), a bolsa da Fundação Guggenheim (1992) e o Grand Prix Video de Création da Société Civile des Auteurs Multimedia, Paris (1996 e 2001). Mudou-se para Nova Iorque em 1983, onde aprofundou a sua pesquisa sobre o processamento de imagem em videoarte no Experimental Television Center. 

Artista nómada durante a década de 1990, criou vídeos e instalações em residências em França, no Centre International de Création Vidéo Montbéliard Belfort (1992–1993) e na Cité Internationale des Arts, em Paris (1994, 1996); na Alemanha, na Academy of Media Arts, em Colónia (1996–2000); e em Montreal (1999–2002), com o apoio da Daniel Langlois Foundation for Art, Science, and Technology.
Há mais de dez anos, Irit Batsry estabeleceu o seu estúdio em Lisboa e, nas últimas duas décadas, tem desempenhado um papel ativo na vida cultural da cidade, tanto como curadora como artista.

Karim Aïnouz é realizador, argumentista e artista visual brasileiro-argelino, conhecido por filmes de grande intensidade emocional e forte expressão visual. Nascido em Fortaleza, ganhou reconhecimento internacional com Madame Satã (2002), seguido por A Vida Invisível (2019), vencedor do prémio Un Certain Regard no Festival de Cannes. Os seus filmes Firebrand (2023) e Motel Destino (2024) integraram a Competição Oficial do Festival de Cannes. A sua mais recente longa-metragem, Rosebush Pruning, estreou na Berlinale de 2026. A sua obra explora frequentemente temas como identidade, desejo, migração e marginalidade, combinando sensualidade, consciência política e um forte sentido de lugar.

Marcelo Gomes é um realizador e argumentista brasileiro, uma das principais figuras do cinema contemporâneo do Nordeste do Brasil. Natural do Recife, afirmou-se internacionalmente com Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), uma longa-metragem de estrada (road movie) que estreou na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes. Entre as suas obras mais recentes destacam-se Era Uma Vez Eu, Verônica (2012), O Homem das Multidões (2013, co-realizado com Cao Guimarães), Joaquim (2017), Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar (Waiting for the Carnival, 2019), Paloma (2022) e Retrato de um Certo Oriente (2024). Os seus filmes têm sido apresentados em alguns dos mais prestigiados festivais internacionais de cinema, entre os quais Cannes, Veneza, Berlim, Toronto, Roterdão e San Sebastián.

Cao Guimarães é cineasta, fotógrafo e artista visual, nascido em Belo Horizonte. Trabalhando na interseção entre o cinema e a arte contemporânea, é reconhecido pelas suas obras poéticas e observacionais, que transformam momentos do quotidiano em reflexões sobre o tempo, a memória e a percepção. Os seus filmes e instalações foram apresentados em importantes festivais e instituições internacionais, incluindo os festivais de Cannes, Veneza e Sundance, bem como a Tate Modern e o Museu Guggenheim.

Sandra Kogut é uma realizadora, documentarista e videoartista cuja obra transita livremente entre o documentário e a ficção. Nascida no Rio de Janeiro, chamou a atenção internacional com os seus documentários experimentais na década de 1990 e viria posteriormente a realizar longas-metragens aclamadas como Mutum (2007), Campo Grande (2015) e Três Verões (2019). Os seus filmes exploram frequentemente temas como a família, o deslocamento, a memória e as realidades sociais do Brasil contemporâneo.

Last Updated on Julho 18, 2026 by duplacena